terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Aviso importante!!!!

Pessoal, mudei o anti-auroras de endereço, ele funcionará agora na página:

www.antiauroras.wordpress.com

Já tava mais do que na hora de migrar pra uma gerenciador de blogues livre!

Espero vocês por lá!

abs.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada. O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. Viver é muito perigoso; e não é não. Nem sei explicar estas coisas. Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor.

Guimarães Rosa

domingo, 3 de janeiro de 2010

Às vezes dá vontade de agarrar a vida com uma, duas mãos e levar à boca e trincar nos dentes como uma fruta no ponto.

R. Murray

domingo, 20 de dezembro de 2009

Smiley Faces me faz ter e relembrar certos momentos de euforia.



What went right?
What went wrong?
Was it a story or was it a song?
Was it overnight or did it take you long?
Was knowing your weakness what made you strong?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ah, se palavras levassem tristezas embora!

domingo, 22 de novembro de 2009

ainda posso ouvir os passos de quem já não está mais aqui.
algumas memórias sempre ficam.

terça-feira, 17 de novembro de 2009



Parafraseando Clarice, os cachorros são o tempo que não se conta.



Eu só queria saber pra onde eles vão quando morrem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu também ando sentindo uma dor azul...


A menina sentia uma dor azul, todos os dias,
ali pelas cinco horas da tarde.
Não era uma dor grandona de puxar o choro pra fora.
Era só uma dorzinha.
Mas era bem azulzona.

Achavam que era maluquice.
"Dor não tem cor!"
Mas como a dor azul não passava, começaram
a achar que ela doía mesmo.

Levaram a menina para todos os médicos do mundo,
fizeram todos os exames que existiam, e ninguém descobriu
o que era aquilo. Procuraram então um psicólogo e é claro
que ele achou que aquilo era psicológico.

A dor azul não queria nem saber. Ia e vinha.
Sempre na mesma hora.

Os anos foram passando e o azul
da dor continuava colorindo as tardes
da menina. Só as tardes.


De manhã ela sentia uma saudade
lilás. E à noite, um desejo prata que
ela não sabia bem de quê.


A menina cresceu. E um dia conheceu
um rapaz que sentia uma vontade violeta
de espirrar nas manhãs nubladas.

Eles se gostaram, um gostar laranja que foi
se avermelhando sem parar, até que se casaram,
numa noite dourada de alegria, cheia de luzinhas
roxas de paixão.

Um ano depois, numa madrugada de cheiros
cor-de-rosa, ela teve uma filhinha. E nunca ela tinha
sentido um carinho tão verde em toda a sua vida.


A filha da menina, quando cresceu, herdou a vontade
violeta de espirrar do pai e, da mãe, o desejo prateado.

A dor azul nunca mais apareceu.

E a menina, que já era uma mulher, descobriu
que o nome da dor azul, como está no dicionário,
é desassossego.

E que esse desassossego queria dizer, mais ou menos, em palavras de adulto:

"Como será que vai ser a minha vida daqui pra frente?"

A dor azul – Adriana Falcão in Sete histórias para contar

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu queria saber dizer alguma coisa sobre a morte, mas não sei, nunca sei. Sempre recorro aos poetas. Hoje morreu um amigo, morreu cedo, morreu jovem demais, morreu depois de muito sofrimento. Fiquei pensando, enquanto tomava banho pra ir ao seu velório, em como ele deve ter sofrido e em como seus parentes, amigos e namorada sofreram junto durante a doença e o quanto ainda sofrerão agora depois de sua morte. E isso me comoveu bastante. Eu que nunca perdi ninguém muito próximo não sei dessa dor, mas fico imaginando que deve ser a maior que tem.

A Adélia Prado tem um texto que gosto muito, que fala de morte, das mortes em sua família. Deixo o texto dela aqui que é muito forte e bonito:

Quando minha irmã morreu eu chorei muito

e me consolei depressa. Tinha um vestido novo


e moitas no quintal onde eu ia existir.


Quando minha mãe morreu, me consolei mais lento.


Tinha uma perturbação recém-achada:


meus seios conformavam dois montículos


e eu fiquei muito nua.


Cruzando os braços sobre eles é que eu chorava.


Quando meu pai morreu, nunca mais me consolei.


Busquei retratos antigos, procurei conhecidos,


parentes, que me lembrassem sua fala,


seu modo de apertar os lábios e ter certeza.


Reproduziu o encolhido do seu corpo


em seu último sono e repeti as palavras


que ele disse quando toquei seus pés:


'Deixa, tá bom assim'.


Quem me consolará desta lembrança?


Meus seios se cumpriram


e as moitas onde existo


são pura sarça ardente de memória.



As mortes sucessivas – Adélia Prado


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Me esforçando (não tanto quanto queria e devia) e procurando paciência, até onde não há, para escrever. Odiando e adorando escrever. Odiando por ser ato solitário e nem sempre prazeroso, mas adorando por poder falar do que gosto, do que defendo, do que penso. Escrever uma monografia está sendo um exercício bem engrandecedor. Não fosse meu típico desassossego, me sairia melhor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não por acaso encontrei hoje na livraria o tal Livro do Desassossego.

sábado, 3 de outubro de 2009

Queria estar naquela cidade de minha infância, naquela calçada que costumo me perder quando vou conversar com alguém tranquilo um papo tranquilo que não se remeta a coisas que pesam em mim. Queria me perder em conversa tranquila e gostosa.
Odeio as covardias das pessoas e odeio as covardias da vida também.
Eu sempre quero tudo queimando, aceso.
O que é pequeno e mesquinho me dói.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Poxa, rolando uma parada massa em Santos sobre Cibercultura com Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu; e eu aqui na fossa por não poder ir. aff!

Finalmente começo a gostar das coisas que estou escrevendo na monografia, acho que só agora estou me apropriando de verdade do trabalho e sentindo mais segurança pra escrevê-lo. Se não fossem esses massacrantes prazos acadêmicos eu estaria mais tranquila. Há tanta coisa ainda que gostaria de ler, de pensar sobre, mas esses prazos são sempre opressores. Infelizmente tenho que me adequar a eles, por que por aí ainda vem mestrado, doutorado, pós doctor, enfim, minha carreira acadêmica sempre estará sujeita a esses famigerados prazos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

em cada esquina cai um pouco da tua vida...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu sinto que preciso finalizar alguns projetos agora. Muita coisa tem mudado, muitas pessoas têm mudado, muitas relações têm mudado. Lamento pelo analfabetismo emocional de certos amigos meus, pelas coisas boas que conseguiram estragar em tão pouco tempo. Analfabestismo emocional é um termo que aprendi com uma grande amiga e gosto desse termo por que ele é bem certeiro, diz sobre quem não sabe gostar e/ou ser gostado. Há pessoas que não sabem ser gostadas mesmo, que não sabem lidar com amizades gratuitas e sinceras. É uma pena.

Posto de lado isso, por que nada mais posso fazer, sinto que devo pensar bem nas decisões importantes que devem ser tomadas por mim nesses próximos meses. Coisas de trabalho, coisas de estudo. Escolhas importantes e que afetam muitas coisas e muitas pessoas que me cercam. O que me tranquiliza é saber do apoio e carinho de uns queridos meus, saber dos corações que tenho fora do peito. Amores sinceros e gratuitos.


sábado, 29 de agosto de 2009

the times they are a-changin...


os desfolhamentos estão vindo.